Em decreto presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, o Executivo angolano orientou a reabertura das instituições de ensino primário, I ciclo do ensino secundário, públicas e privadas, oficialmente, a 27 de julho. Nas universidades e nas escolas secundária, as atividades começam antes, a 13 de julho.

Segundo uma nota do Ministério da Educação enviada à Imprensa, o primeiro trimestre vai de 13 de julho a 28 de agosto e o segundo de 31 de agosto a 31 de dezembro. A partir desse período, o ano letivo – que tem duração de 180 dias – terá 126 dias, devido à pandemia do novo coronavírus.

O Governo determina também a adequação do sistema de avaliação, na sequência da pandemia de Covid-19. As escolas terão que reduzir o número de alunos por turma. O Ministério da Educação diz que as salas deverão ser divididas em dois, com duas horas e meia de aulas por grupo.

No ensino primário e I ciclo do ensino secundário as turmas com 60 alunos serão repartidas em dois turnos de acordo com a decisão do Governo.

Reabertura é prematura?

Para o Sindicato dos Professores (SINPROF), as medidas não são suficientes para que o ano letivo decorra em segurança. “Quem não conseguiu criar condições nas escolas durante esses tempos, não as vai criar em um mês ou em menos de um mês. Isto é mesmo mentira”, diz Admar Junguma, secretário-geral do SINPROF.

O sindicato sugere, por isso, esperar pela evolução da doença e adiar a reabertura das escolas para setembro. “A nossa posição é esta, o Ministério sabe porque o fizemos, verbalmente e por forma escrita, e continuamos a bater-nos sobre isso”, adianta Junguma.

“Vamos esperar mais um pouquito, porque vamos registar manifestações de absentismo. E esse absentismo não vai ser só dos alunos porque os encarregados vão ter uma resistência em mandar seus filhos para escolas”, adverte.